Centenas de pessoas participaram de uma caminhada realizada em Juína em defesa da vida das mulheres e contra o feminicídio e a violência doméstica. A mobilização, intitulada “Mulheres Vivas Somos o grito das que não estão aqui”, reuniu mulheres, familiares de vítimas e apoiadores da causa em um ato marcado por emoção e conscientização social.
A caminhada aconteceu no último sábado e teve início e encerramento na Praça da Bíblia, integrando as atividades da Semana e do Dia Internacional da Mulher. O evento contou com a participação de diversas instituições públicas, organizações da sociedade civil e representantes da comunidade.
Durante o trajeto, participantes carregaram cartazes e faixas com mensagens de enfrentamento à violência, como “Quem ama não mata” e “Basta violência”. O ato também buscou chamar a atenção da sociedade para o aumento dos casos de agressões contra mulheres e a necessidade de fortalecer ações de prevenção e proteção às vítimas.
Um dos momentos mais marcantes da mobilização foi a presença de familiares de vítimas de feminicídio ocorridos em Juína. Para muitas famílias, a caminhada representou um ato de memória e de luta por justiça. Uma das mães presentes relatou que participa do movimento para que outras famílias não passem pela mesma dor.
A sargento Wanderleia, comandante da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar em Juína, destacou a importância da mobilização popular e elogiou o envolvimento da comunidade. Segundo ela, a participação expressiva demonstra que a sociedade está cada vez mais consciente da necessidade de combater a violência contra a mulher.
A coordenadora do movimento, Ana Paula Miranda, ressaltou que a caminhada foi resultado de um trabalho coletivo entre diversas instituições e entidades. O objetivo, segundo ela, é mobilizar a população e reforçar a mensagem de que a violência contra mulheres precisa ser combatida com união e conscientização.
A ação contou ainda com a participação de representantes do Conselho Municipal de Políticas para as Mulheres, universidades, comunidade indígena Rikbaktsa, grupos de motociclistas e outros segmentos da sociedade. O movimento foi organizado após reuniões e articulações que envolveram diferentes instituições do município.
Mesmo após o encerramento da caminhada, a mensagem deixada pelos participantes continuou ecoando entre os presentes: a defesa da vida das mulheres e a necessidade de romper o silêncio diante da violência.
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