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NOTÍCIA

UNIÃO EUROPEIA BUSCA FORTALECER SOBERANIA TECNOLÓGICA E APONTA BRASIL COMO PARCEIRO CONFIÁVEL

Data: Quinta-feira, 11/06/2026 14:21
Por: Metro fm Juina

A União Europeia tem intensificado seus esforços para ampliar a autonomia em áreas estratégicas da tecnologia e vê o Brasil como um parceiro confiável nesse processo. A avaliação foi feita por Henna Virkkunen, responsável pelas áreas de Tecnologia, Soberania, Segurança e Democracia da Comissão Europeia.

Segundo a dirigente europeia, o bloco trabalha para reduzir dependências externas em setores considerados essenciais, como inteligência artificial, semicondutores, computação em nuvem, infraestrutura digital, cibersegurança e processamento de dados. O objetivo é garantir maior autonomia tecnológica diante das crescentes disputas geopolíticas e econômicas globais.

Virkkunen destacou que o Brasil é visto pela União Europeia como um parceiro estratégico por compartilhar valores democráticos, manter instituições estáveis e possuir potencial significativo em áreas como inovação, transição energética, sustentabilidade e economia digital.

A aproximação entre Brasil e União Europeia ocorre em um momento em que diversos países buscam fortalecer cadeias produtivas próprias e ampliar a cooperação internacional em tecnologias consideradas fundamentais para o desenvolvimento econômico e a segurança nacional.

Além da área tecnológica, a cooperação entre as partes também envolve temas como inteligência artificial responsável, proteção de dados, infraestrutura digital, pesquisa científica e inovação. O bloco europeu tem defendido a construção de parcerias com países considerados confiáveis para diversificar fornecedores e reduzir riscos de dependência excessiva de mercados específicos.

A União Europeia também vê oportunidades de colaboração com o Brasil em setores ligados à energia limpa, minerais críticos para a indústria tecnológica e desenvolvimento de novas tecnologias voltadas à descarbonização da economia.

O fortalecimento dessa parceria pode abrir espaço para novos investimentos, intercâmbio de conhecimento e ampliação da cooperação científica entre instituições brasileiras e europeias, contribuindo para o avanço da transformação digital e da inovação nos dois lados do Atlântico.