O Brasil pode ampliar significativamente sua arrecadação com a adoção de um imposto mínimo global sobre grandes empresas. A estimativa é de que o país poderia arrecadar cerca de R$ 30 bilhões por ano com a medida.
A proposta está alinhada ao acordo internacional liderado pela OCDE, que estabelece uma tributação mínima para multinacionais, com o objetivo de evitar a evasão fiscal e a transferência de lucros para paraísos fiscais.
Na prática, o imposto mínimo global prevê uma alíquota de pelo menos 15% sobre os lucros de grandes empresas, garantindo que elas paguem uma parcela justa de tributos independentemente do país onde estejam sediadas.
Especialistas apontam que a medida pode aumentar a justiça tributária, reduzir desigualdades e fortalecer as contas públicas. Para o Brasil, a arrecadação extra poderia ser direcionada a áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura.
Apesar do potencial positivo, a implementação ainda depende de ajustes na legislação brasileira e da adesão completa às regras internacionais. O tema segue em debate entre governo, setor empresarial e especialistas.
Se adotado, o imposto mínimo pode representar um avanço importante na modernização do sistema tributário brasileiro e no combate à evasão fiscal em escala global.