Uma investigação da BBC News Brasil identificou uma rede de influenciadores que vem difundindo nas redes sociais discursos contrários ao voto feminino e à participação das mulheres na política. O tema ganhou repercussão em junho, após declarações do influenciador Paulo Figueiredo questionando a qualidade do voto das mulheres.
Entre os nomes citados estão influenciadores ligados à chamada “machosfera” e à cultura red pill, além de mulheres que também afirmam ser contrárias ao sufrágio feminino, como Fernanda Guardian e Pietra Bertolazzi. Parte desse conteúdo defende modelos em que decisões familiares e políticas seriam concentradas nos homens.
O assunto também chegou ao debate político. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou à BBC que uma mudança para retirar das mulheres o direito de votar seria inconstitucional, já que o voto é um direito garantido pela Constituição.
Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, mais de 23 mil menções ao termo “voto feminino” foram registradas entre 27 de junho e 3 de julho de 2026, após a repercussão das declarações de Paulo Figueiredo.
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