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NOTÍCIA

JUSTIÇA SUSPENDE PRISÃO DE ACUSADA DE MANDAR MATAR ADVOGADO EM CUIABÁ E APONTA AUSÊNCIA DE RISCO PROCESSUAL

Data: Segunda-feira, 15/06/2026 09:33
Por: Beatriz Rodrigues / METRO FM

A Justiça de Mato Grosso suspendeu a prisão preventiva de Elenice Ballarotti Laurindo, apontada pelas investigações como uma das mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá. A decisão foi proferida pelo desembargador Geraldo Giraldelli, que concedeu liminar em habeas corpus e interrompeu os efeitos do decreto de prisão até o julgamento definitivo do pedido. 

A prisão havia sido determinada pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 12ª Vara Criminal da Capital, após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso contra nove investigados. Na decisão, a magistrada entendeu que existiam indícios de participação de Elenice na contratação e no pagamento da execução do advogado, além de possível risco de interferência na instrução processual. 

Contudo, ao analisar o habeas corpus apresentado pela defesa, o desembargador entendeu que, neste momento, não ficaram demonstrados elementos concretos que justificassem a manutenção da prisão preventiva. Com isso, a medida foi suspensa de forma liminar até que o mérito da ação seja analisado pelo Tribunal de Justiça. 

Apesar da suspensão da prisão, a ação penal continua em andamento. Os acusados seguem respondendo pelos crimes investigados, entre eles homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Conforme as investigações da Polícia Civil, o assassinato de Roberto Zampieri teria sido executado por um grupo estruturado, com divisão de funções entre mandantes, intermediários, executores e apoiadores logísticos. 

O caso ganhou grande repercussão em Mato Grosso devido à complexidade das investigações e ao número de pessoas envolvidas. A denúncia do Ministério Público aponta que Elenice Ballarotti Laurindo e Aníbal Manoel Laurindo teriam participado diretamente da articulação do crime. 

Com a decisão liminar, a acusada permanecerá em liberdade até que o Tribunal de Justiça analise definitivamente o habeas corpus. O processo segue tramitando na Justiça Estadual, onde serão produzidas as provas e ouvidas as testemunhas para esclarecimento dos fatos.