Mulheres devem participar de mobilizações em Belo Horizonte neste sábado (26) para discutir a violência política de gênero e a presença feminina nos espaços de poder. A programação ocorre em meio ao período eleitoral e aos recentes casos de ameaças contra candidatas em Minas Gerais.
Entre os eventos previstos para a data está o encontro “Sábados Feministas – Democracia e mulheres: conquistas e desafios”, promovido pela Academia Mineira de Letras em parceria com o movimento Quem Ama Não Mata. A atividade terá participação da ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, e será realizada a partir das 10h, com entrada gratuita.
A discussão ocorre após três candidatas mineiras registrarem boletins de ocorrência por ameaças de morte e estupro entre os dias 5 e 11 de setembro. Os casos foram encaminhados à Polícia Federal e também são acompanhados pelo Ministério Público Eleitoral.
Segundo levantamento da Procuradoria-Geral da República, 427 casos de violência política de gênero foram registrados no Brasil entre 2022 e agosto de 2026. Minas Gerais aparece com 39 ocorrências no período.
A violência política de gênero é considerada crime eleitoral desde 2021. A legislação prevê punição para condutas como assédio, constrangimento, humilhação, perseguição ou ameaça contra candidatas ou mulheres que ocupam cargos eletivos quando praticadas com menosprezo ou discriminação relacionada à condição feminina.
A programação de sábado coloca em discussão os obstáculos enfrentados por mulheres para participar da vida pública e política. O objetivo, segundo os organizadores, é abordar conquistas, desafios e mecanismos para ampliar a participação feminina e combater diferentes formas de violência.
O tema também vem sendo discutido por instituições públicas de Belo Horizonte. A Câmara Municipal já realizou audiência sobre violência política de gênero e mecanismos de proteção para mulheres que atuam na política.
Redação Metrô FM Juína
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